08 julho 2013

combater a "globalização da indiferença"

“A cultura do bem estar torna-nos insensíveis aos gritos e ao sofrimentos dos outros; a globalização da indeferença rouba-nos a capacidade de sentir”.
Papa Francisco, Lampedusa - 08.07.2013


O Papa Francisco escolheu a ilha de Lampedusa como destino da primeira visita do seu pontificado.

As Nações Unidas calculam em cerca de oito mil as pessoas que chegaram a Lampedusa desde o principio do ano; a maioria proveniente de países do norte de África e particularmente da Líbia.

A escolha desta porta da Europa para os clandestinos africanos é fortemente simbólica para um Pontífice que tenta recentrar a ação da Igreja nos pobres e desprotegidos.



O Sumo Pontífice quis manter a sobriedade dos actos para “chorar os mortos” dos naufrágios de embarcações que transportam imigrantes do Médio Oriente e Norte de África – os mortos que ninguém chora, disse. E para tal, fez-se acompanhar apenas dos seus secretários particulares, dos seus guarda-costas e do porta-voz do Vaticano Federico Lombardi e sem responsáveis políticos, num barco que percorreu parte da costa até à Porta da Europa, monumento erguido em memória de todas as vítimas de naufrágios.

O barco que usou é o mesmo que, desde 2005, socorreu 30 mil pessoas apanhadas em naufrágios na travessia do Mediterrâneo. Também para celebrar uma missa, usou um barco que em tempos naufragou, como altar. “Os mortos no mar são como um espinho no coração”, disse frente a habitantes da ilha e imigrantes.

Durante a homilia o Papa afirmou: “A cultura do bem estar torna-nos insensíveis aos gritos e ao sofrimentos dos outros; a globalização da indeferença rouba-nos a capacidade de sentir”.

Fontes: 
La Stampa [Vatican Insider] on line
Papa Francisco condena a indiferença do mundo face à sorte dos imigrantes clandestinos | euronews, mundo
Jornal Público on line
Agência AFP

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Maria do Céu