17 dezembro 2014

IV Domingo de Advento

(Marcos): Leão - Arcabas
No Site da Fundação Betânia está disponível o texto de Luciano Manicardi, extraído de "Reflexões sobre as Leituras - Ano B".
 IV Domingo de Advento
2Sm 7,1-5.8b-12.14-16;
Sl 88,2-3.4-5.27.29;
Rm 16,25-27; Lc 1,26-38
Aqui está o link!

11 dezembro 2014

III Domingo de Advento

(Marcos): Leão - Arcabas
No Site da Fundação Betânia está disponível o texto de Luciano Manicardi, extraído de "Reflexões sobre as Leituras - Ano B".
III Domingo de Advento
Is 61,1-2a.10-11; (Sl) Lc 1,46-48.49-50.53-54; 1Ts 5,16-24; 
Jo 1,6-8.19-28 
Aqui está o link!

05 dezembro 2014

II Domingo de Advento

(Marcos): Leão - Arcabas
 No Site da Fundação Betânia está disponível o texto de Luciano Manicardi, extraído de "Reflexões sobre as Leituras - Ano B" que tem por referência o Evangelho de Marcos.

II Domingo de Advento
Is 40,1-5.9-11; Sl 84; 2Pd 3,8-14; Mc 1,1-8

01 dezembro 2014

Olhar a vida com olhos de mosca

Physalis on ice - Henri Haneveer. 2013
A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente. (Soren Kierkergaard).

A sua visão só se tornará clara quando olhar para dentro do seu coração. Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda. (Carl Jung).

(...) Face à complexidade do mundo actual, precisamos, urgentemente, de promover uma cultura e mundividência que dialoguem com as grandes necessidades e aspirações da vida, pessoal e colectiva, local, nacional e mundial; carecemos de desenvolver uma visão e modo de estar e agir que nos abram, incessantemente, à profundidade e à complexidade do real; muito beneficiaremos de aprender a olhar a vida com olhos de mosca, isto é, em mosaico e em todas as direcções.(...)
O olhar de mosca é para os humanos um desafio a que saibamos integrar a transcendência na nossa visão do mundo, aos vários níveis. Para o cristão, a metáfora do olhar de mosca convida-o a contemplar e a fazer seu o testemunho e o ensinamento de Jesus de Nazaré e a torná-lo presente no espaço e no tempo em que lhe é dado habitar, com todas as sus contradições e desafios.
A celebração do Natal que se aproxima convida-nos a uma revisão em profundidade do nosso olhar e do nosso agir. Sugiro que tomemos como horizonte e referência o nascimento de Jesus, incarnação da Palavra eterna no tempo, manifestação suprema do amor que Deus é.

28 novembro 2014

Novo espaço de reflexão no Site da Fundação Betânia
I Domingo de Advento

Hoje damos início a um novo espaço de reflexão no Site da Fundação Betânia. Trata-se da colaboração de Luciano Manicardi, monge de Bose, que já esteve em Portugal, por várias vezes, para realizar conferências e cursos a convite da Fundação Betânia.
(Marcos): Leão - Arcabas
 Assim, acaba de ser publicado o primeiro contributo que é uma selecção extraída de "Reflexões sobre as Leituras - Ano B" que tem por referência o Evangelho de Marcos:
I Domingo de Advento
Is 63,16-17.19; 64,1-7; Sl 79;
1Cor 1,3-9; Mc 13,33-37 
Deixamos uma palavra de agradecimento ao Luciano Manicardi pelo generoso contributo e pela colaboração regular que passará a manter e à Rita Veiga que traduz os textos a partir de italiano.

25 novembro 2014

Discurso do Papa Francisco ao Parlamento Europeu



(...) 

Manter viva a realidade das democracias é um desafio deste momento histórico, evitando que a sua força real – força política expressiva dos povos – seja removida face à pressão de interesses multinacionais não universais, que as enfraquecem e transformam em sistemas uniformizadores de poder financeiro ao serviço de impérios desconhecidos. Este é um desafio que hoje vos coloca a história.
(...)
A Europa sempre esteve na vanguarda dum louvável empenho a favor da ecologia. De facto, esta nossa terra tem necessidade de cuidados e atenções contínuos e é responsabilidade de cada um preservar a criação, dom precioso que Deus colocou nas mãos dos homens. Isto significa, por um lado, que a natureza está à nossa disposição, podemos gozar e fazer bom uso dela; mas, por outro, significa que não somos os seus senhores. Guardiões, mas não senhores. Por isso, devemos amá-la e respeitá-la; mas, «ao contrário, somos frequentemente levados pela soberba do domínio, da posse, da manipulação, da exploração; não a “guardamos”, não a respeitamos, não a consideramos como um dom gratuito do qual cuidar» . Mas, respeitar o ambiente não significa apenas limitar-se a evitar deturpá-lo, mas também utilizá-lo para o bem. Penso sobretudo no sector agrícola, chamado a dar apoio e alimento ao homem. Não se pode tolerar que milhões de pessoas no mundo morram de fome, enquanto toneladas de produtos alimentares são descartadas diariamente das nossas mesas. Além disso, respeitar a natureza lembra-nos que o próprio homem é parte fundamental dela. Por isso, a par duma ecologia ambiental, é preciso a ecologia humana, feita daquele respeito pela pessoa que hoje vos pretendi recordar com as minhas palavras.
(...)
É tempo de promover as políticas de emprego, mas acima de tudo é necessário devolver dignidade ao trabalho, garantindo também condições adequadas para a sua realização. Isto implica, por um lado, encontrar novas maneiras para combinar a flexibilidade do mercado com as necessidades de estabilidade e certeza das perspectivas de emprego, indispensáveis para o desenvolvimento humano dos trabalhadores; por outro, significa fomentar um contexto social adequado, que não vise explorar as pessoas, mas garantir, através do trabalho, a possibilidade de construir uma família e educar os filhos.

De igual forma, é necessário enfrentar juntos a questão migratória. Não se pode tolerar que o Mar Mediterrâneo se torne um grande cemitério! Nos barcos que chegam diariamente às costas europeias, há homens e mulheres que precisam de acolhimento e ajuda. A falta de um apoio mútuo no seio da União Europeia arrisca-se a incentivar soluções particularistas para o problema, que não têm em conta a dignidade humana dos migrantes, promovendo o trabalho servil e contínuas tensões sociais. A Europa será capaz de enfrentar as problemáticas relacionadas com a imigração, se souber propor com clareza a sua identidade cultural e implementar legislações adequadas capazes de tutelar os direitos dos cidadãos europeus e, ao mesmo tempo, garantir o acolhimento dos imigrantes; se souber adoptar políticas justas, corajosas e concretas que ajudem os seus países de origem no desenvolvimento sociopolítico e na superação dos conflitos internos – a principal causa deste fenómeno – em vez das políticas interesseiras que aumentam e nutrem tais conflitos. É necessário agir sobre as causas e não apenas sobre os efeitos.

(...)
A vós, legisladores, compete a tarefa de preservar e fazer crescer a identidade europeia, para que os cidadãos reencontrem confiança nas instituições da União e no projecto de paz e amizade que é o seu fundamento. Sabendo que, «quanto mais aumenta o poder dos homens, tanto mais cresce a sua responsabilidade, pessoal e comunitária» , exorto-vos a trabalhar para que a Europa redescubra a sua alma boa.

(...)

Queridos Eurodeputados, chegou a hora de construir juntos a Europa que gira, não em torno da economia, mas da sacralidade da pessoa humana, dos valores inalienáveis; a Europa que abraça com coragem o seu passado e olha com confiança o seu futuro, para viver plenamente e com esperança o seu presente. Chegou o momento de abandonar a ideia de uma Europa temerosa e fechada sobre si mesma para suscitar e promover a Europa protagonista, portadora de ciência, de arte, de música, de valores humanos e também de fé. A Europa que contempla o céu e persegue ideais; a Europa que assiste, defende e tutela o homem; a Europa que caminha na terra segura e firme, precioso ponto de referência para toda a humanidade!

Excertos do Discurso do Papa Francisco ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. 25 novembro 2014
(O texto em destaque é uma escolha deste blogue)
Fonte: Rádio Vaticano

 

09 novembro 2014

25º Aniversário da Queda do Muro de Berlim!