30 julho 2015

XVIII Domingo do Tempo Comum
XIX Domingo do Tempo Comum
e Festas

Leão - Arcabas
No Site da Fundação Betânia estão disponíveis os textos de Luciano Manicardi, extraídos de "Reflexões sobre as Leituras - Ano B".
- XVIII Domingo do Tempo Comum
- Transfiguração do Senhor 
- XIX Domingo do Tempo Comum
 - Assunção da Virgem Maria
 [ ler aqui

Votos de Boas Férias!

29 julho 2015

Um lapso de silêncio

Na perspectiva de um tempo de férias com o que isso sugere de mudança de ritmos e fazeres, venho desejar aos amigos e amigas que nos visitam dias luminosos, enriquecidos com novos saberes e aprofundamento dos antigos afectos. Deixo também uma proposta de silêncio, apenas um lapso de silêncio.

O silêncio
 
Cruza o dedo nos lábios e ordena a todos um lapso de silêncio, apenas um pequeno lapso…de silêncio. para a recorrente praga da televisão, para o som dos caros a formigar nas ruas. apenas um pequeno lapso…de silêncio. calem-se, por favor, para ouvir o suave fragor do sino na capela, o trinar dos pássaros ao sol nascente, o bailado das ondas que o mar revela. silêncio!, por favor, para ouvir cantar a música dos ventos, para escutar a chuva que cai nas pontes, para o calmo gotejar dos tempos, para a água a arrulhar nas fontes. silêncio! para o cair leve do segundo, para o ponteiro que no relógio move. silêncio!, para mais este instante … único, no mundo.
(In O silêncio solar das manhãs – António Canteiro)

22 julho 2015

16 julho 2015

10 julho 2015

08 julho 2015

Laudato Si’ – Uma Encíclica Providencial

Foi um respeitável filósofo francês, que se declara não crente, Edgar Morin, que designou de providencial a recente carta-encíclica do Papa Francisco sobre a ecologia e o cuidado da casa comum.

De facto, trata-se de um documento providencial a vários títulos:
- porque ousa enfrentar a séria e complexa problemática das ameaças que pesam sobre o equilíbrio ecológico, desocultando realidades esquecidas ou subestimadas no debate político e conferindo-lhes a relevância e a urgência que merecem;
- porque apresenta uma perspectiva englobante, assumindo a complexidade das relações em presença e a sua natureza sistémica;
- porque defende uma visão inovadora de uma ecologia integral que abarca a ecologia ambiental, económica e social;
- porque assinala a necessidade de uma ecologia cultural com incidência no viver quotidiano, no modo de produção e no consumo;
- porque revisita e dá ênfase a princípios basilares da centralidade da dignidade da pessoa humana, do primado do bem comum, do sentido da interdependência entre todos os seres criados e da solidariedade intrínseca à preservação e desenvolvimento da vida em comum;
- porque tem a coragem de criticar os fundamentos do actual paradigma tecno-económico e apontar caminhos para uma nova civilização;
- porque nos lembra que os seres humanos também são natureza e não podem passar sem ela; não são seus donos, mas cuidadores;
- porque conjuga indispensáveis reformas institucionais e políticas com a necessidade de um redobrado sentido de responsabilidade por parte de cada um de nós.

No dizer de Edgar Morin, em entrevista dada ao jornal la Croix: a encíclica é talvez o primeiro acto de um chamamento para uma nova civilização.

A entrevista na íntegra pode ser consulta aqui

02 julho 2015