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12 novembro 2019

Encontro de Advento - O Messianismo: que Esperança?

Immaculée Conception – Berna. 2018.
A Fundação Betânia vai realizar um Encontro de Advento no dia 07 Dezembro 2019.
Tema: O Messianismo: que Esperança?
Com: João Lourenço
– Professor jubilado da Faculdade de Teologia (UCP)
Local: Centro Cultural Franciscano (Seminário da Luz) – Largo da Luz, Lisboa

09 novembro 2014

25º Aniversário da Queda do Muro de Berlim!

26 novembro 2013

Evangelii Gaudium - Papa Francisco

 
1. A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria. Quero, com esta Exortação, dirigir-me aos fiéis cristãos a fim de os convidar para uma nova etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar caminhos para o percurso da Igreja nos próximos anos. 

1. Alegria que se renova e comunica

2. O grande risco do mundo actual, com sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado.

3. Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que «da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído».  (...)

Exortação Apostólica Evangelii Gaudium do Papa Francisco [link]
[Documento na íntegra]
Fonte: Rádio Vaticano (26.11.2014)

11 outubro 2013

"I am Malala Yousafzaï"

"Um aluno, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo." - Malala

Em 2013, o Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento foi atribuído a Malala Yousafzaï, a adolescente paquistanesa baleada na cabeça pelos taliban pela sua campanha em defesa do direito à educação das raparigas.

Em Abril de 2013, Malala inaugurou um fundo que visa garantir o acesso das jovens paquistanesas à educação. “Anunciar a primeira doação do Fundo Malala é o momento mais feliz da minha vida”, disse a jovem, na altura. “Permitam-nos que passemos da educação de 40 para 40 milhões de meninas.”




"O Parlamento Europeu saúda a força incrível desta jovem mulher", declarou o presidente Martin Schulz, (...) "Malala defendeu com coragem o direito de todos os jovens à educação", um "direito muitas vezes negado às raparigas" em todo o mundo, acrescentou. O presidente do PE recordou ainda “que cerca de 250 milhões de raparigas no mundo não podem ir livremente à escola”, acrescentando que “o exemplo de Malala relembra-nos do dever e da responsabilidade de garantir o direito à educação das crianças. Este é o melhor investimento no futuro”.

Malala estava também nomeada para o Prémio Nobel da Paz, prémio de que a própria não se considera merecedora, dizendo precisar ainda de trabalhar muito.

Fontes BBC e  Jornal Público

08 julho 2013

combater a "globalização da indiferença"

“A cultura do bem estar torna-nos insensíveis aos gritos e ao sofrimentos dos outros; a globalização da indeferença rouba-nos a capacidade de sentir”.
Papa Francisco, Lampedusa - 08.07.2013


O Papa Francisco escolheu a ilha de Lampedusa como destino da primeira visita do seu pontificado.

As Nações Unidas calculam em cerca de oito mil as pessoas que chegaram a Lampedusa desde o principio do ano; a maioria proveniente de países do norte de África e particularmente da Líbia.

A escolha desta porta da Europa para os clandestinos africanos é fortemente simbólica para um Pontífice que tenta recentrar a ação da Igreja nos pobres e desprotegidos.



O Sumo Pontífice quis manter a sobriedade dos actos para “chorar os mortos” dos naufrágios de embarcações que transportam imigrantes do Médio Oriente e Norte de África – os mortos que ninguém chora, disse. E para tal, fez-se acompanhar apenas dos seus secretários particulares, dos seus guarda-costas e do porta-voz do Vaticano Federico Lombardi e sem responsáveis políticos, num barco que percorreu parte da costa até à Porta da Europa, monumento erguido em memória de todas as vítimas de naufrágios.

O barco que usou é o mesmo que, desde 2005, socorreu 30 mil pessoas apanhadas em naufrágios na travessia do Mediterrâneo. Também para celebrar uma missa, usou um barco que em tempos naufragou, como altar. “Os mortos no mar são como um espinho no coração”, disse frente a habitantes da ilha e imigrantes.

Durante a homilia o Papa afirmou: “A cultura do bem estar torna-nos insensíveis aos gritos e ao sofrimentos dos outros; a globalização da indeferença rouba-nos a capacidade de sentir”.

Fontes: 
La Stampa [Vatican Insider] on line
Papa Francisco condena a indiferença do mundo face à sorte dos imigrantes clandestinos | euronews, mundo
Jornal Público on line
Agência AFP

19 março 2013

"Proteger, Defender, Guardar Bem cada Pessoa e toda a Criação com Respeito, Amor e Ternura"
- ecos da homilia do Papa Francisco

Guardemos Cristo na nossa vida,
para guardar os outros, para guardar a criação!


Eram 9h37 (uma hora a menos em Portugal) quando o Papa chegou ao pequeno altar no topo das escadas da Basílica de São Pedro. Algum tempo depois, seis cardeais (e não todos, como habitualmente) fizeram fila para lhe prometer obediência. Entoados os cânticos e feitas as leituras, entre os silêncios sempre imponentes da praça, o Papa começou a celebração. [ + ]

Papa Francisco - Praça de S. Pedro 19.03.2013

“A vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração.”

Proteger e “guardar” é também “viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus”.

Quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então tem lugar a destruição, o coração fica ressequido…

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade de âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.”



O anel do Papa Francisco

Cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura” São José é homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

Neste contexto, o Papa fez uma referência – a única – ao “início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro”, que – reconheceu – “inclui também um poder… Jesus deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata?” 
Os sapatos do Papa Francisco


Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Só quem serve com amor é capaz de proteger.”
 

A concluir o Papa Francisco referiu ainda a segunda Leitura, em que São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar». Hoje, em dia, perante tantas nuvens escuras, há muita necessidade de esperança!

"olhou-o com misericórdia e escolheu-o" [+]
“Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança!”

“Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amém!”

"Não tenhais medo da bondade e da ternura"
- Papa Francisco na homilia da Missa na Praça de São Pedro

23 fevereiro 2013

Ter Esperança em Tempos Difíceis

"Ter esperança em tempos difíceis não é uma insensatez romântica. Baseia-se no facto de que a história humana é uma história não só de crueldade, mas de compaixão, sacrifício, coragem, bondade.

O que escolhermos enfatizar nesta complexa história irá determinar as nossas vidas. Se virmos apenas o pior, este destruirá a nossa capacidade de fazer alguma coisa. Se nos lembrarmos daqueles tempos e espaços, e há muitos, onde as pessoas se comportaram magnificamente, isso dar-nos-á a energia para agir, e pelo menos a possibilidade de lançar este mundo pião numa direcção diferente.

E se agirmos, mesmo que num pequeno acto, não teremos que esperar por algum utópico grandioso futuro. O futuro é uma sucessão infinita de presentes, e viver agora como nós pensamos que os seres humanos devem viver, desafiando tudo o que é mau em torno de nós, é por si só uma vitória maravilhosa." 
-Howard Zinn