01 dezembro 2011

Precisamos de Coragem

É Ele (o Criador) que suscita em nós
a coragem em favor da justiça.
Pauline Tangiora,
anciã Maori da Nova Zelândia

"Colourful Boat“- E. Rooney
O tema para este escrito foi-me sugerido pela leitura de um texto de Leonardo Boff, publicado em homenagem ao Cardeal Paulo Evaristo Arns, por ocasião do seu nonagésimo aniversário, em Setembro último e, em especial, por uma passagem do referido texto em que se transcreve um diálogo que Leonardo Boff manteve com Pauline Tangiora, uma anciã da tribo Maori da Nova Zelândia.
Leonardo Boff perguntou a esta anciã índia qual era, para ela, a virtude mais importante, ao que ela respondeu, dizendo que era a coragem.

Vem isto a propósito do tempo em que nós, europeus e de modo geral os ocidentais, estamos a viver – um tempo de crise profunda que traz à tona da consciência colectiva a convicção de que o modelo de economia e de sociedade que conhecemos não é sustentável e está condenado a mutações profundas num futuro não muito distante, mutações essas que poderão pôr em risco a própria civilização e os bens civilizacionais adquiridos nos últimos séculos.

(...)

Estaremos, porventura, no fim de uma época com o que tal implica de mudanças profundas em parâmetros básicos nos nossos modos de viver e de co-habitar o Planeta, ajustamentos e novos equilíbrios no domínio da economia, das relações sociais e da geopolítica.

(...)

Diante de tamanhos desafios, há que ter coragem, muita coragem, para não nos deixarmos enlear pelas múltiplas teias que o terror sempre tece: medos interiores bloqueadores da criatividade e da ousadia pessoal; e medos colectivos que, falaciosamente, nos fazem crer na inevitabilidade de um status quo moribundo e geram ou passividade ou meras estratégias de sobrevivência pessoal a qualquer preço.

(...)

Nestes dias que nos separam da festa do Natal, a celebração do nascimento de Jesus de Nazaré, importa que escutemos com particular zelo a voz do Verbo de Deus, o Messias que anuncia o reino da Verdade da Justiça e da Paz e que nos encoraja dizendo aos seus discípulos “não temais”. Ele que também declarou já estar no meio de nós.

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Maria do Céu