01 setembro 2008

Viver perto do Ser

(...) " O ser humano da civilização ocidental confronta-se com sinais evidentes de uma crise que o amedronta, mas, por ora, continua enredado nas múltiplas teias que a sustentam e não raro, a ampliam. É comum o sentimento de insatisfação e temor o qual vai a par de uma convicção de impotência relativamente ao paradigma sociopolítico e à cultura dominantes. Uma atitude resignada e paralisante.
Sem subestimar as resistências sistémicas que se opõem a uma indispensável mudança de rumo, urge reconhecer que começam a emergir valores, atitudes e comportamentos com incidência na produção (o que produzir, como produzir e para quem produzir), no consumo (escolhas quanto ao tipo de bens e ao modo como são produzidos, efeitos sobre o ambiente, sobriedade nas aquisições, partilha de bens duráveis, etc), investimentos (critérios éticos na aplicação das poupanças), ou quanto à iniciativa de criação de emprego em novas actividades dirigidas para a satisfação de necessidades individuais e familiares não cobertas e para a promoção do bem estar colectivo.
Se todos somos espectadores, não podemos deixar de ser também actores responsáveis por aquilo vai acontecendo e pela construção do futuro. (...)"
Imagem: O Violinista Azul - Marc Chagall, 1947 - pormenor

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Maria do Céu