01 dezembro 2007

Enaltecer a esperança

"Face a um mundo que, pese embora os feitos que vem alcançando em domínios tão variados do progresso material e espiritual, se deixa impregnar, cada vez mais, pelo desânimo e pelo medo, é particularmente oportuno revisitar a esperança, desocultando nela o que possa existir de mero irrealismo, alienação ou justificativo para a inércia e a acomodação com o status quo, na miragem expectante de um tempo outro."

(...)


"Diante dos riscos que espreitam o nosso mundo e põem a nu a necessidade de mudanças radicais no modo de nos pensarmos, sentir-nos e organizarmo-nos como Humanidade, com o que isso envolve de incertezas e temores, a esperança poderá guiar-nos na trajectória do futuro e ser, para os homens e mulheres do nosso tempo, o esteio da “espiritualidade do novo” de que falava Bergson, com isso querendo significar uma mundividência amigável com o que está em gestação, ou seja algo, que sendo, está ainda por vir e por isso aberto às inflexões do presente e da acção humana que nele se inscreva.

Enaltecer a esperança e cultivar a espiritualidade do novo não será uma mensagem para o Natal de 2007?"



2 comentários:

  1. Obrigada, Manuela!

    Este Escrito do Mês, cuja publicação estava prevista desde meados de Novembro, vem num momento crucial e sintonizado.

    O momento é crucial. A realidade presente está marcada por uma onda de desalento e indiferença que propicia o "salve-se quem puder!" o vale tudo. e "o mundo já não tem remédio, faça eu o que fizer"...

    A proposta da Esperança como "esteio da espiritualidade do novo" torna-se cada vez mais premente e é tempo de lançar o desafio!
    Seria interessante conversar sobre isto no próximo dia 8 de Dezembo, durante o Encontro que a Fundação Betânia vai realizar.

    O momento é de sintonia pois acaba de ser publicada por Bento XVI, a encíclica SPE SALVI onde se lê:
    "A Esperança não é algo, mas alguém"

    Sim!

    Enaltecer a Esperança e cultivar a espiritualidade do novo é uma mensagem para o Natal.

    Sempre!

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  2. I agree that our time is a time that urgently needs the « espiritualitade de novo ».
    The spread uneasiness of out time is a sign that something new is pushing from inside, is urging, but is not allowed to come up.
    Made at the image of God, man and women have in their DNA the desire of building, of creating, of renewing, of making a new world, knowing that creation is not yet complete. But this means to be able to risk, and no one risks if the hope to succeed is missing.
    Christians, then, who have (or should have) a strong hope for the future, based on God’s promises of His Kingdom, should be on the front line in pointing out to friends, relatives, institutions the many lights of our time, present but often hidden, and in starting the ‘impossible’ because, with the help of God, this may become possible.

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Maria do Céu