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05 novembro 2019

Manuela Silva - missa do trigésimo dia

Manuela Silva - Azóia

Missa do trigésimo dia do falecimento de Manuela Silva

  • Dia 6 de Novembro 2019 às 10:00 horas, na Igreja Paroquial de Cascais.
  • Dia 7 de Novembro 2019 às 19:15 horas, na Igreja Paroquial de Cascais.
  • Dia 8 de Novembro 2019 - às 19:15 horas, no Convento dos Dominicanos.

19 abril 2014

Páscoa - 2014


Sábado de Páscoa em Betânia - foto: Rita Veiga

Por estes dias o rosto de Jesus revelou-se-nos em momentos simples e insólitos, em gestos, presenças, silêncios, lágrimas, sorrisos e em tantos, tantos sinais dados por Gente Boa, anónimos/as e Amigos/as!

O Senhor pôs à prova a nossa Confiança esteve connosco e devolveu-nos a Esperança!

Esta está a ser a nossa Páscoa... É a Páscoa de Cristo que amou os/as seus/suas até ao fim.

Aleluia! Aleluia!

18 março 2014

Dizer o Mistério [4]

 .

Esta tarde, ao atravessar um jardim da cidade onde moro, fui surpreendida por um gesto de insólita gentileza. Uma menina caminhava por ali com uma alegria suave. Trazia um punhado de flores que vinha apanhando do chão... Ao chegar perto de mim ofereceu-me esta, num gesto espontâneo de contentamento surpreendente! Aceitei, dei-lhe um beijo, agradeci olhando em volta à procura de algum adulto que a acompanhasse... Não vi ninguém que parecesse interessado/a no episódio. Então perguntei: Como te chamas? Ela, - Natacha! E continuou a distribuir flores... Como a Natacha, em homenagem às crianças que nos surpreendem com gestos de carinhosa esperança, deixo-vos a minha flor.
A foto que vos deixo é uma forma pobre de partilha do indizível, como pobres são todas as palavras para dizer o mistério. O gesto e aquela alegria espontânea são, para mim, um sinal da presença misteriosa de Deus num instante de desconcerto e assombro.

Obrigada Natacha.

08 dezembro 2013

A Tua Palavra ilumina os meus passos


da Conferência de Nicoletta Crosti na Fundação Betânia - Setembro 2008

Sentavas-te ali connosco numa roda de Amizade
discorrendo sobre a Palavra com sabedoria e graça. 
Às vezes desconcertante... 
Sempre interpeladora.
Olhar meigo, sorriso cativante, 
o gesto atento 
e o argumento perspicaz.
O que aprendemos contigo! 
O que aprendemos contigo?
Agora há esta memória que o vazio não apaga e nos leva a dizer:
Obrigada para sempre Querida Nicoletta!

09 novembro 2013

Um Dia Feliz


Nicoletta comentando as Bem-aventuranças de Betânia

23 de Agosto de 2011 17: 50h

Tal como nesse dia, ao final da tarde, em Vernate...

Prossegue a nossa conversa amena sobre as Bem-aventuranças de Betânia.

23 setembro 2013

"A fonte cria-se da sede e do salto" - Ramos Rosa

António Ramos Rosa - fotografia de João Silva [º]

Hoje o Poeta fechou o livro e adormeceu.

António Ramos Rosa, o poeta a quem pedimos emprestado um verso quando foi criado este blogue, partiu.

É também com a sua poesia que, em Betânia, costumamos brindar os/as amigos/as. 
 "A fonte cria-se da sede e do salto"

24 janeiro 2013

Da Separação à Alegria da Comunhão


No termo de mais uma semana de oração das igrejas cristãs pela unidade, vem a propósito recordar este poema de Carlos Falcão:

A separação

As palavras já vão longe, mas eu levo o caminho.
“Eis o que não se entende”, diz aquele que observa
Do lado mais parado. Se paro não entendo.
Mas não há separação, as palavras abrem campos
Para o mesmo avanço, batem-nos, assaltam-nos
E, quando lá chegam, aí é onde eu estou.
Não estou, elas vão longe, detêm-me o caminho
São as batedoras em respiração. E isso não se entende.
Aquele que observa dá voltas noutro braço, lê
E não persegue, vê, não irradia, tem um saber parado
Quero ser claro: tu és o separado e o poema sabe
Cavar o teu lugar, retirar-te ao dom, banir-te da magia.

Escrito, certamente, em contexto diferente para o qual o convoco, o poema escolhido fica a iluminar os dois pólos que importa combinar para ultrapassar a separação: a palavra que se adianta e ilumina o caminho, a oração comum que atrai a dádiva da comunhão e cava o lugar da alegria.

18 janeiro 2013

Para uma Liturgia do Hoje


Celebrar é rememorar
Mas também fazer acontecer
Como se o hoje fosse o dia
Em que o Sopro nos visita
E a Palavra se apresenta
qual gramática segura da nossa humanidade.

Hoje ninguém poderá dizer:
Que se atemoriza com um rosto de criança
Que permanece indiferente ao sorriso de um menino
Que ficará insensível a um grito de carência
De alguém que está por perto.
Voltar as costas ao próximo é palavra proibida.

É esta a liturgia do hoje.

Ponte para a escuta do mistério
Para o encontro que vai muito além do visível
Convite à permanente transumância
Das pastagens conhecidas e gastas
Ao imprevisível dos horizontes largos do futuro.

É esta a liturgia do hoje.

Com a esperança nos prados claros, verdejantes e limpos
Que nos esperam em chave de promessa.

08 agosto 2012

Dizer o Mistério [2]


Amizade - Picasso. 1910
Conversar disto e daquilo
e de repente
sem Deus ou sem eu o prever
acontece que nos pomos a falar do essencial
da vida, da morte, do futuro da humanidade
do amor, da verdade
talvez de Deus ou talvez não,
da religião cristã, dos grandes caminhos do homem.
Alargamos a conversa a outros, sem ódio,
sem controvérsia, sem baixa paixão, mas porque isso
importa mais [que tudo o resto]
e porque falamos disso tão poucas vezes
na conversa aquele que em Jesus Cristo
deixa passar algo do Anúncio
não porque se crê obrigado
mas porque ele é como é, ele está nele,
a sua palavra transporta a Palavra
e pode acontecer que alguém escute
pois o fundo do coração está aberto.

Maurice Bellet, Cahiers pour Croire Aujourd'hui, 1993. 
Trad.: MLPV/JTM

12 janeiro 2012

Dizer o Mistério [1]


Peace be still - He Qi

Venho sugerir que apreciem esta iniciativa de vários artistas que recorrem a diferentes expressões para dizer o mistério da fé.
"Touch" é uma obra multimédia,  em 3 movimentos, para coro e orquestra de câmara do compositor Robert Allen Pektar, baseada na obra do pintor He Qi e com fotografia de Susie Woo.


Movimento 1 -   7. 36 m
Movimento 2 -   8. 41 m
Movimento 3 - 10. 19 m
[entre nos links para apreciar]

Também em Betânia acolhemos quem chega com gestos simples e costumamos recorrer à poesia, à música, aos ícones para celebrar o mistério da fé.