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11 outubro 2013

"I am Malala Yousafzaï"

"Um aluno, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo." - Malala

Em 2013, o Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento foi atribuído a Malala Yousafzaï, a adolescente paquistanesa baleada na cabeça pelos taliban pela sua campanha em defesa do direito à educação das raparigas.

Em Abril de 2013, Malala inaugurou um fundo que visa garantir o acesso das jovens paquistanesas à educação. “Anunciar a primeira doação do Fundo Malala é o momento mais feliz da minha vida”, disse a jovem, na altura. “Permitam-nos que passemos da educação de 40 para 40 milhões de meninas.”




"O Parlamento Europeu saúda a força incrível desta jovem mulher", declarou o presidente Martin Schulz, (...) "Malala defendeu com coragem o direito de todos os jovens à educação", um "direito muitas vezes negado às raparigas" em todo o mundo, acrescentou. O presidente do PE recordou ainda “que cerca de 250 milhões de raparigas no mundo não podem ir livremente à escola”, acrescentando que “o exemplo de Malala relembra-nos do dever e da responsabilidade de garantir o direito à educação das crianças. Este é o melhor investimento no futuro”.

Malala estava também nomeada para o Prémio Nobel da Paz, prémio de que a própria não se considera merecedora, dizendo precisar ainda de trabalhar muito.

Fontes BBC e  Jornal Público

23 junho 2012

Queremos este Futuro?


Terminou a Cimeira Rio+20, que duas décadas depois da Rio92 consagra o conceito de desenvolvimento sustentável.

Os chefes de estado presentes aprovaram a versão final do documento "O Futuro que Queremos" num ambiente decepcionante, desconfortável e de protesto por parte das ONG. Numa carta entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmam que "o futuro que queremos tem compromisso e acção, não é só promessas, e o documento final da conferência é fraco e muito aquém do espírito e dos avanços conquistados nos últimos 20 anos". [+]

Gro Harlem Brundtland, ex-primeira ministra da Noruega e presidente da comissão da ONU que lançou o conceito de desenvolvimento sustentável há 25 anos, diz que percebe a frustração de muita gente no final da conferência pois "o documento não faz o suficiente para levar a Humanidade para o padrão de sustentabilidade, décadas depois de ter sido acordado que isto é essencial tanto para as pessoas como para o planeta". [+]

Outra das críticas contundentes é Barbara Stocking, responsável da Oxfam GB que, em entrevista à BBC, afirma que as Nações Unidas construíram esta Cimeira como "a chance de uma geração" para mudar a economia mundial para um novo paradigma de sustentabilidade, mas "...não foi nada disso que aconteceu! Estiveram presentes os mais poderosos chefes de estado do planeta, mas não tomaram as decisões que se impunham para salvaguardar o futuro da Humanidade."

Queremos este Futuro?
Por entre as inúmeras reacções de desalento destaco um aspecto.

No documento "O Futuro que Queremos" desenha-se um novo Direito Humano: O Direito à Água! Contudo, esse aspecto não ficou tratado com a firmeza e seriedade que os povos mais pobres do planeta precisam urgentemente. 

Se à miséria, às catástrofes, à violência, à instabilidade política e social e a todas as vicissitudes que afectam milhões de seres humanos ainda acresce a incapacidade, ou falta de vontade por parte de quem pode, para resolver a falta de água potável, de que desenvolvimento sustentável estamos a tratar? Para quem?

Apagaram-se as luzes, guardaram-se os discursos, desligaram-se as câmaras... Voltamos à realidade. É possível dormir sossegadamente depois deste não-acontecimento? Queremos este Futuro?

19 novembro 2007

Lugar para todos

There is room for everyone

Era este o slogan que encimava o painel decorativo da sala onde decorreu a conferência de encerramento do Ano europeu para a igualdade, que hoje teve lugar em Lisboa, sob os auspícios da Presidência portuguesa da União.
Os responsáveis políticos fizeram o respectivo balanço e regozijaram-se pelos avanços registados na legislação e pelas iniciativas tomadas para pôr em prática formas de prevenção e combate às múltiplas discriminações que, no entanto, persistem, nas nossas sociedades democráticas, contrariando princípios básicos fundamentais de igualdade, reconhecimento e solidariedade.
Os técnicos trocaram experiências, partilharam resultados das suas avaliações e fizeram sobressair metodologias inovadoras com vista à inclusão. Talvez saiam da conferência mais confirmados no seu trabalho.
Mas todos estes esforços se esfumam se não deixarem na consciência do cidadão comum e na cultura das instituições e das empresas uma exigência de maior sensibilidade aos preconceitos que alimentam a discriminação e se não criarem a predisposição para um empenhamento mais firme em superar as causas estruturais da exclusão nas várias frentes.
Em suma, dar lugar a cada pessoa é uma tarefa que a todos nós responsabiliza, qualquer que seja o nosso papel na sociedade. É que - importa assumir - cada um e cada uma de nós é parte do problema e por isso tem de ser também parte da solução.