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09 novembro 2014
11 outubro 2013
"I am Malala Yousafzaï"
"Um aluno, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo." - Malala
Em 2013, o Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento foi atribuído a Malala Yousafzaï, a adolescente paquistanesa baleada na cabeça pelos taliban pela sua campanha em defesa do direito à educação das raparigas.
Em Abril de 2013, Malala inaugurou um fundo que visa garantir o acesso das jovens paquistanesas à educação. “Anunciar a primeira doação do Fundo Malala é o momento mais feliz da minha vida”, disse a jovem, na altura. “Permitam-nos que passemos da educação de 40 para 40 milhões de meninas.”
"O Parlamento Europeu saúda a força incrível desta jovem mulher", declarou o presidente Martin Schulz, (...) "Malala defendeu com coragem o direito de todos os jovens à educação", um "direito muitas vezes negado às raparigas" em todo o mundo, acrescentou. O presidente do PE recordou ainda “que cerca de 250 milhões de raparigas no mundo não podem ir livremente à escola”, acrescentando que “o exemplo de Malala relembra-nos do dever e da responsabilidade de garantir o direito à educação das crianças. Este é o melhor investimento no futuro”.
Malala estava também nomeada para o Prémio Nobel da Paz, prémio de que a própria não se considera merecedora, dizendo precisar ainda de trabalhar muito.
23 junho 2012
Queremos este Futuro?
Terminou a Cimeira Rio+20, que duas décadas depois da Rio92 consagra o conceito de desenvolvimento sustentável.
Os chefes de estado presentes aprovaram a versão final do documento "O Futuro que Queremos" num ambiente decepcionante, desconfortável e de protesto por parte das ONG. Numa carta entregue ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmam que "o futuro que queremos tem compromisso e acção, não é só promessas, e o documento final da conferência é fraco e muito aquém do espírito e dos avanços conquistados nos últimos 20 anos". [+]
Gro Harlem Brundtland, ex-primeira ministra da Noruega e presidente da comissão da ONU que lançou o conceito de desenvolvimento sustentável há 25 anos, diz que percebe a frustração de muita gente no final da conferência pois "o documento não faz o suficiente para levar a Humanidade para o padrão de sustentabilidade, décadas depois de ter sido acordado que isto é essencial tanto para as pessoas como para o planeta". [+]
Outra das críticas contundentes é Barbara Stocking, responsável da Oxfam GB que, em entrevista à BBC, afirma que as Nações Unidas construíram esta Cimeira como "a chance de uma geração" para mudar a economia mundial para um novo paradigma de sustentabilidade, mas "...não foi nada disso que aconteceu! Estiveram presentes os mais poderosos chefes de estado do planeta, mas não tomaram as decisões que se impunham para salvaguardar o futuro da Humanidade."
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| Queremos este Futuro? |
Por entre as inúmeras reacções de desalento destaco um aspecto.
No documento "O Futuro que Queremos" desenha-se um novo Direito Humano: O Direito à Água! Contudo, esse aspecto não ficou tratado com a firmeza e seriedade que os povos mais pobres do planeta precisam urgentemente.
Se à miséria, às catástrofes, à violência, à instabilidade política e social e a todas as vicissitudes que afectam milhões de seres humanos ainda acresce a incapacidade, ou falta de vontade por parte de quem pode, para resolver a falta de água potável, de que desenvolvimento sustentável estamos a tratar? Para quem?
Apagaram-se as luzes, guardaram-se os discursos, desligaram-se as câmaras... Voltamos à realidade. É possível dormir sossegadamente depois deste não-acontecimento? Queremos este Futuro?
Tema:
[ Actualidade ],
[ Desenvolvimento ],
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[ Problemas Sociais ],
[ Ser Humano ],
[ Sustentabilidade ]
20 junho 2012
“O futuro que queremos” - conferência Rio+20
“O futuro que queremos” é um documento que expressa os princípios já existentes e estabelece algumas novidades para o desenvolvimento sustentável. Foi aprovado no dia 19 de Junho de 2012 no Rio de Janeiro, na conferência Rio+20, das Nações Unidas.
Principais aspectos aprovados:
Economia verde - é considerada “um importante instrumento” para o desenvolvimento sustentável, mas que não seja “um conjunto de regras rígidas”.
Financiamento - apresenta-se a “necessidade de uma significativa mobilização de recursos” para que os países em desenvolvimento possam crescer de forma sustentável. Não se diz como obter esse financiamento.
Instituições - cria um "fórum ministerial para o desenvolvimento sustentável", integrado no Conselho Económico e Social das Nações Unidas.
Objectivos do desenvolvimento sustentável - vão ser discutidos no âmbito intergovernamental. Contudo os prazos, temas e metas concretas foram retirados do documento final. [+]
Água - fica consagrado, por todos os países, o direito humano à água e ao saneamento, já anteriormente reconhecido por maioria dos membros da ONU.
Oceanos - vai ser feito o controlo da captura de peixes e da poluição e lixos no mar. Dentro de 3 anos, será tomada uma decisão sobre um novo organismo internacional para o uso sustentável dos recursos marítimos.
Padrões de consumo - é adoptado um programa para os próximos 10 anos com o objectivo de promover padrões de produção e consumo sustentáveis.
Acompanhe [ aqui ]
Não posso deixar de considerar que é um documento com aspectos relevantes, mas levou tantas "voltas" até ser aprovado, que traduz pouca vontade de unir esforços para acudir com urgência ao Futuro da Humanidade sobre a Terra...
28 maio 2011
A Educação: um Tesouro a Preservar
Não só a classe docente, mas também pais e outros cidadãos mais atentos à importância do conhecimento científico, enquanto componente fundamental do ensino curricular e factor de capacitação dos jovens para a sua entrada futura em níveis de formação superior e melhor integração numa economia cada vez mais baseada no conhecimento, todos assistiram estupefactos ao anúncio feito pelos competentes serviços do Ministério da Educação de que a formação de novos docentes para o ensino secundário passaria a ser feita nas Escolas Superiores de Educação (ESEs).
Neste post, não estão em causa quaisquer critérios de apreciação da qualidade das ESEs mas tão só o cunho generalista que as caracteriza e que manifestamente não poderá assegurar o conhecimento e o rigor científico requeridos para leccionar as diferentes disciplinas que integram os programas do curriculum do ensino secundário, como se tem por indispensável.
A vingar a orientação agora dada a conhecer, tal significaria um retrocesso inqualificável na. qualidade do ensino em Portugal e viria a prejudicar gravemente o nível de preparação dos futuros candidatos ao ensino superior.
Em outros contextos, uma solução similar foi ensaiada e rapidamente posta de lado, porque logo se percebeu que não servia. Foi o caso da RFA com a. Pädagogische Hochschule. É de lamentar que os nossos técnicos de educação, que certamente participam com regularidade em reuniões das múltiplas instâncias do espaço europeu, e não só, nas quais estes problemas são debatidos, pouco parecem aprender com as boas práticas dos parceiros e as suas lições da experiência.
Não se invoquem razões economicistas em defesa da solução agora proposta, pois nada justifica que, por eventuais critérios de redução de despesa, se subestime a importância da qualidade da educação das novas gerações. De há muito se sabe que o gasto em educação não é despesa mas sim investimento.
A sociedade civil não pode passar ao lado desta questão e deixar de se empenhar, por todos os meios, em impedir que se concretize mais este atropelo ao sistema educativo do nosso País. Vem a propósito lembrar um famoso relatório que convocava a cidadania para uma mobilização em torno da educação como um tesouro a preservar.
11 julho 2009
Caritas in Veritate
Associar a Caridade à Verdade e fazer de ambas a matriz para pensar o desenvolvimento humano e enfrentar os desafios da globalização e do futuro colectivo da Humanidade tal é o propósito de Bento XVI com a publicação de uma nova Encíclica, a terceira do seu Pontificado.
Não ignora que a palavra Caridade aparece deturpada em muitas das linguagens correntes, mas o Papa recupera o seu sentido profundo de Amor no contexto da teologia cristã, pondo em destaque que: o amor - «caritas» - é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz.
Reconhecendo que existe um risco na cultura contemporânea de um amor sem verdade, Bento XVI lembra que: só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade, escreve.
Neste documento são reflectidas questões prementes do desenvolvimento, da economia globalizada, da saúde da Terra, da pobreza, do desemprego e dos direitos dos trabalhadores, dos emigrantes, do capital e do lucro, da regulação financeira a nível mundial, do papel do Estado e da participação da sociedade civil, da empresa mercantil e de empresas de economia social e solidária, da técnica, do papel da comunicação social, do valor da vida e da dignidade da pessoa humana, do bem comum como horizonte de referência de toda a actividade humana … uma multiplicidade de temáticas interconectadas a que a razão e a inteligência humana têm capacidade e dever de dar resposta.
Vale a pena ler a Encíclica na íntegra e levar as diferentes temáticas nela abordadas para o debate no espaço público. Assim tornaremos, certamente, mais rico o nosso pensar e o nosso agir.
Não ignora que a palavra Caridade aparece deturpada em muitas das linguagens correntes, mas o Papa recupera o seu sentido profundo de Amor no contexto da teologia cristã, pondo em destaque que: o amor - «caritas» - é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz.
Reconhecendo que existe um risco na cultura contemporânea de um amor sem verdade, Bento XVI lembra que: só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade, escreve.
Neste documento são reflectidas questões prementes do desenvolvimento, da economia globalizada, da saúde da Terra, da pobreza, do desemprego e dos direitos dos trabalhadores, dos emigrantes, do capital e do lucro, da regulação financeira a nível mundial, do papel do Estado e da participação da sociedade civil, da empresa mercantil e de empresas de economia social e solidária, da técnica, do papel da comunicação social, do valor da vida e da dignidade da pessoa humana, do bem comum como horizonte de referência de toda a actividade humana … uma multiplicidade de temáticas interconectadas a que a razão e a inteligência humana têm capacidade e dever de dar resposta.
Vale a pena ler a Encíclica na íntegra e levar as diferentes temáticas nela abordadas para o debate no espaço público. Assim tornaremos, certamente, mais rico o nosso pensar e o nosso agir.
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