09 fevereiro 2012

Beleza – uma grande necessidade do ser humano


Cada vez mais me dou conta que andamos muito distraídos de coisas essenciais à nossa vida e à sua felicidade possível, abafando-as com preocupações e trabalhos diversos de utilidade duvidosa, mas esgotantes do nosso tempo e energia.

É assim com a falta de apreço pela beleza, a natural e a construída, e com o que tal implica de procura e de cultivo, que, não raro, descuramos ou secundarizamos a outros interesses.

A este propósito, lembro uma afirmação de Bento XVI que aqui deixo como desafio aos leitores e leitoras: A beleza é a grande necessidade do homem, é a raiz da qual brota o tronco da nossa paz e os frutos da nossa esperança. A beleza é também reveladora de Deus porque, como Ele, a obra bela é pura gratuidade, convida à liberdade e arranca do egoísmo. (Barcelona, 2010)

Será que temos a devida consciência de que a beleza é mesmo uma necessidade? E, se assim é, há que procurá-la, tanto em momentos e ocasiões especiais  como no trivial dos nossos quotidianos?

Será que a beleza merece a nossa atenção e o nosso cuidado na transmissão de valores às novas gerações, nas famílias, nas escolas, na comunicação social, nos outdoors das nossas cidades?

De modo especial, Com ou sem “pontes” e “feriados”, aproveitemos o nosso tempo para procurar, contemplar e cuidar da beleza natural porque, como escreve Fiodor Dostoievski,  a Beleza salvará o mundo.

3 comentários:

  1. “O mundo será salvo pela beleza. Mas que beleza salvará o mundo?”

    DOSTOIEVSKI, Fiodor. O Idiota, III. Milão: 1983, pp.478-479.

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  2. Obrigada pela sua citação tão precisa.
    O destaque vai, porém, para a segunda parte da frase: Que beleza salvará o mundo?
    Uma interrogação que abre o caminho para novas e essenciais reflexões.

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  3. Grato pela atenção da sua resposta.
    Leio Tolstoi e Dostoievski com emoção e reconheço que os princípios a que se referem já não são apreciados na nossa época.
    Gostei de ver que a autora deste blog também pergunta pelas questões essenciais.
    Obrigado!
    Ontem não disse mas sou:
    João Albuquerque - de Coimbra.

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Maria do Céu