01 setembro 2010

Uma Matriz de Felicidade Pessoal e Colectiva

não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração.
A. Ramos Rosa

Não deixa de ser surpreendente que certas verdades essenciais nunca – ou raramente – passem para o discurso político ou ganhem a merecida visibilidade nos meios de comunicação social. É certo que, por vezes, atravessam esse discurso, como de raspão, mas de modo ambíguo e distorcido, segundo a conveniência do momento. O resultado é que o próprio discurso desvaloriza a ideia e a arruma na prateleira das utopias.

(...)

Para sair do impasse a que nos conduziu a crise actual, é cada vez mais evidente que não basta recorrer apenas às receitas da economia financeira; há que aprofundar a consciência individual e desenvolver a dimensão espiritual da vida humana, recentrando-as em valores fundamentais que encontram eco no coração profundo do ser humano e, por isso, são indissociáveis da sua própria felicidade, essa aspiração suprema que sempre desejamos para nós próprios, para aqueles que amamos, para a Humanidade no seu todo.

No espaço da Fundação Betânia, temos vindo a aprofundar o nosso olhar sobre o mundo em que vivemos e temos procurado perscrutar a tradição da fé cristã para com ela confrontar o nosso desejo mais fundo daquilo que consideramos uma matriz de felicidade pessoal e colectiva.(...)

[ Texto integral ]

Imagem: Man Swinging from a Plant - Marie Bertrand - 2009

2 comentários:

  1. Muito obrigada às autoras pela partilha desta reflexão tão oportuna, tão cheia de sentido e desafiadora de um outro olhar, ser e estar.
    De facto, também me parece que não é apenas, nem sobretudo, pelas engenharias da economia que o nosso país e o nosso mundo abrirão caminhos de vida mais autêntica para todos.

    Deus vos pague em "géneros espirituias" pelas belas Bem - aventuranças com que nos desafiam!

    Eva Santos

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  2. Obrigada Eva pelas suas palavras estimulantes. E por que não desafiá-la a si a que escreva a sua versão das bem-aventuranças, experimentadas na própria vida?
    Convite extensivo a outras visitas destes espaços.

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Maria do Céu