01 novembro 2008

É urgente inventar um modo de vida justo

(...)
Face à turbulência (inevitável, por certo, mas não forçosamente negativa!) é indispensável redobrar a lucidez e a vigilância que permitirão distinguir o trigo do joio. Importa, igualmente, reforçar o gosto e o sentido de uma individualidade responsável, menos vulnerável às pressões e influências exteriores e mais capaz de ocupar, por inteiro, o espaço da sua própria liberdade criativa e, quanto possível, alargá-la cortando eventuais amarras de desnecessárias dependências.

Acima de tudo há que re-inventar e pôr em prática um estilo de vida de justa medida no ter e no fazer, descobrir os caminhos da justa relação consigo própria/o, com os outros e com a natureza, optar conscientemente pela justa solidariedade, convivialidade e empenhamento na construção do bem comum. Há que aprender a dar lugar ao transcendente, à gratuidade e à beleza e deixar que permeabilizem a vida corrente.
[Texto integral]
Imagem: La vida en blanco y negro - Memo Vasquez, 2007

2 comentários:

  1. Hoje mais do que nunca resta-nos a utilização do nosso espaço de liberde individual. Aparece-me como uma grande força. Aquilo, onde ainda tenho algum poder "é mudar-me a mim próprio". E fazê-lo,dá o gosto e o sentido de uma responsabilidade individual, mesmo que não saiba qual a sua influência.

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  2. Difficult task to work out a ‘right’ life style, bombarded as we are by thousands of contradictory inputs. Where to go to look for this ‘right’ life style? I suggest within our deep self: a) listening in silence and meditation our deep and authentic desires; b) choosing some landmarks (pontos de referência) to keep in front of us; c) putting these values in scale, to know what is more important and what less. Then we are ready for the second step, that is to transform feelings into firm believes (convicções). All this helps to give a structure to our feelings and to our mind.
    According to me, only after this process has reached a certain maturity, we are ready to face the challenges of our time, discovering in them a lot of positive aspects and we are ready to engage ourselves in building a drop of a new society.
    The transcendent gives a great help in looking for landmarks. It tell us what is at the centre and what is at the border. It tells us who we are and where you are going.

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Maria do Céu