25 setembro 2007

Quem é o teu próximo?

Aqui está uma pergunta interessante: "quem é o teu próximo?"

Aquele de quem me faço próximo/a.
Neste momento, os meus próximos estão do outro lado do mundo.
São estes!
São estas...
Darfur
...estes

Clandestinos

E tu? Quem é o teu próximo/a?

Post em actualização...

Porque o planeta é uma aldeia onde o outro é o próximo.

9 comentários:

  1. Os meus próximos estão bem mais perto. Ou mais longe: aqueles com quem me zanguei, aqueles que me são um fardo que não quero carregar.
    Parece-me que estou a confundir "próximo" com "inimigo" - e talvez seja aí a última fronteira do desafio de ser cristão: quando o inimigo é o meu próximo, que eu amo como a mim mesmo.
    (masoquismo não vale)

    Helena

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  2. Obrigada, Helena!
    Mesmo no meio da tua vida atarefada, encontraste um tempinho para vir aqui. :)

    Sim, esses próximos que estão perto... Claro!
    Estamos de acordo quanto a uma das grandes exigências de ser cristão que é a de amar os inimigos, próximos ou distantes.
    Mas há ainda outras exigências.

    Por exemplo a Esperança!

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  3. E a Confiança.

    Importantíssima em tempos de terrorismo fundamentalista.

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  4. Ainda a propósito da pergunta “quem é o meu próximo”, lembro um texto de Paul Ricoeur que, recentemente, me foi recordado por uma amiga. O texto tem por título “Le socius et le prochain” e vem no livro do mesmo autor “Histoire et Vérité”, (Du Seuil,1964).
    Comentando a parábola do bom samaritano, Ricoeur escreve: o próximo não é um objecto sócia …mas um comportamento na primeira pessoa. O próximo é a própria conduta de se tornar presente.
    E mais adiante: não temos um próximo; eu faço-me próximo de alguém.
    E ainda: o próximo é a maneira pessoal como eu encontro o outro, para lá de toda a mediação social.
    Manuela Silva

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  5. É espantoso como por vezes um post tão simples é igualmente tão poderoso!
    Adorei o blog!

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  6. objecto social e não "sócia" como ficou no comentário.
    fica a correcção.

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  7. Manuela,
    "não temos um próximo; eu faço-me próximo de alguém".
    Pois claro!
    Estamos em sintonia.
    A questão que a Helena colocava era sobre "o desafio de ser cristão", e fomos indo e discorrendo...
    :)

    Marco
    Obrigada pela visita e contamos ter-te como um dos Amigos do Blogue, uma visita que é sempre muito bem vinda!
    :)

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  8. Acredito que somos nós a decidir, livremente, quem é o nosso próximo
    (Lc 10,30-37).
    Deus deu-nos esta liberdade e respeita-a. Porque é através desta escolha que nos compreendemos e nos desenvolvemos, andando dentro de nós, num jogo de espelhos que nos mostra o caminho para a nossa plenitude.

    A tradição rabínica traduz a frase de Lev. 19,17
    “ amarás o teu próximo como a ti mesmo”
    por: “amarás o teu próximo, que és tu mesmo”.
    Sim, também aquele que é “outro” (o inimigo) é a parte escondida que eu levo comigo, mas que recuso ver.

    Nos últimos dias o meu próximo são mulheres, no Quénia, que não conseguem controlar a malária (o que significa não trabalhar e não…comer), porque uma mafia africana comercializa os remédios contendo apenas uma décima parte do principio activo. Resultado: existe agora uma forma de málaria que é um remédio resistente e as pessoas ficam sempre doentes. É uma tragédia.

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  9. O meu próximo são aqueles por quem me deixei tocar numa especie de comunhão..., mas de facto ele só se torna proximo quando faça algo por ele. Não é?
    Luisa

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Maria do Céu