01 julho 2016

Aprender a viver na incerteza e no provisório

Um barco na praia. Anónimo. s/d
Tout changement, toute rupture dans le tissu social comporte risques et chances au départ inconnus. C'est dire qu'il nous faut, dans la pensée, la croyance et l'action, vivre dans l'incertitude: vivre avec n'est pas seulement tolérer, mais dialoguer avec, travailler avec l'incertitude. (Edgar Morin)
(...) À tendência acomodativa, que facilmente se instala face à complexidade e à incerteza do futuro, há que contrapor a responsabilidade pessoal e colectiva de aprender a viver no contexto dessas coordenadas (complexidade e incerteza), ancorando-nos no aprofundamento da dignidade do ser humano e da dimensão relacional que, intrinsecamente, o constitui, dos valores matriciais de cada cultura e da ética universal que a sustenta.
A tomada de consciência de que ruiu o mito do progresso ilimitado e de que o determinismo histórico é palavra vã abre caminho à exigência de maior criatividade na procura de novos rumos para o nosso viver individual e colectivo, tirando proveito precisamente das novas ferramentas e recursos disponíveis.
Não basta, porém, que nos entretenhamos com mais informação e conhecimento, há que aprofundar os critérios de escolha e estabelecer com clareza as linhas vermelhas do nosso modo de pensar e de agir diante do novo e do imprevisto.
Os cristãos têm redobrada responsabilidade em não se deixarem adormecer ou seduzir por promessas vãs ou por ficarem amarrados a soluções políticas do passado.. (...)

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Maria do Céu