01 maio 2016

Responder à complexidade com solidariedade vivida

Migrants - Sergey Ponomarev.2015
A complexidade tem os seus riscos. Ao atingir o extremo da complexidade a sociedade desintegra-se. Para o impedir, pode-se recorrer a medidas autoritárias; entretanto, supondo que desejemos o mínimo possível de coerção, o único cimento que nos resta é a solidariedade vivida. - Edgar Morin.(...) Nestes dias, é pertinente repetir os versos de Sophia de Melo Breyner: Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar
Até quando crianças indefesas e suas famílias continuam à espera do reconhecimento formal da sua condição de refugiados e da atribuição de um local de acolhimento?
Até quando se vão manter os actuais campos de acolhimento sobrelotados e sem condições mínimas de vida humana com dignidade para as pessoas que neles são obrigadas a permanecer?
Até quando se continuará a tolerar a actividade criminosa dos passadores que fazem fortuna com ofertas de transporte sem condições de segurança mínima?
Até quando se vai manter a passividade das autoridades competentes face ao próspero negócio das armas para zonas de conflito e terrorismo?
Até quando continuará a correr sangue inocente no mar Mediterrâneo?
Há que reconhecer que a situação se reveste de grande complexidade e incerteza, sobre a qual importa dialogar abertamente e criar plataformas de informação credível e de discernimento. (...)

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Maria do Céu