29 julho 2015

Um lapso de silêncio

Na perspectiva de um tempo de férias com o que isso sugere de mudança de ritmos e fazeres, venho desejar aos amigos e amigas que nos visitam dias luminosos, enriquecidos com novos saberes e aprofundamento dos antigos afectos. Deixo também uma proposta de silêncio, apenas um lapso de silêncio.

O silêncio

Cruza o dedo nos lábios e ordena a todos um lapso de silêncio, apenas um pequeno lapso…de silêncio. para a recorrente praga da televisão, para o som dos carros a formigar nas ruas. apenas um pequeno lapso…de silêncio. calem-se, por favor, para ouvir o suave fragor do sino na capela, o trinar dos pássaros ao sol nascente, o bailado das ondas que o mar revela. silêncio!, por favor, para ouvir cantar a música dos ventos, para escutar a chuva que cai nas pontes, para o calmo gotejar dos tempos, para a água a arrulhar nas fontes. silêncio! para o cair leve do segundo, para o ponteiro que no relógio move. silêncio!, para mais este instante … único, no mundo.
(In O silêncio solar das manhãs – António Canteiro)

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Maria do Céu