01 março 2015

Não temais. Por que tendes medo?

Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O ser humano corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que o ultrapassa
(Nelson Mandela)

O medo é um companheiro irrecusável da nossa viagem terrena. Habita os nossos anos e os nossos espaços, ainda que com diferentes rostos. Reconhecer que o medo está indissoluvelmente associado à nossa condição de criaturas, à nossa fragilidade, é um princípio de sabedoria. Não para nos deixarmos vencer pelo medo, mas para o enfrentarmos com coragem e liberdade de agir.
Baobab at sunrise.Theo Allofs/Corbis
Conhecemos o medo na infância sob as vestes de fantasmas que nos assustavam e atravessavam os nossos sonos, mas também como indicadores muito úteis diante de perigos reais que aprendemos a enfrentar, evitando-os ou vencendo-os, com a bravura possível dos nossos poucos anos. Com a ajuda de mães, pais e outros educadores que, amorosamente, cuidavam do nosso amadurecimento, fomos aprendendo a não ter medo do medo e a estabelecer fronteiras claras entre o território dos perigos reais, que sempre nos espreitam, como criaturas frágeis que somos, e o da nossa cobardia que gera indiferença, resignação e passividade diante do mal. (...) 

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Maria do Céu