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“Novos caminhos para a Igreja e a Ecologia Integral” - O Sínodo da região da Amazónia, convocado pelo Papa Francisco de 6 a 27 de Outubro de 2019 no Vaticano.
Brevemente será publicado o documento de trabalho que servirá de base para o debate na Assembleia - Instrumentum Laboris.
Bispos dos 9 países da região (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname), ao lado de especialistas e auditores, e convidados nomeados diretamente pelo Papa, vão discutir os “Novos caminhos para a Igreja e a Ecologia Integral” no Vaticano, com a presença do Santo Padre.
"Há sempre a tentação de construir «ninhos»: reunir-se à volta do próprio grupo, das próprias preferências, o semelhante com o semelhante, alérgicos a toda a contaminação. Do ninho à seita, o passo é curto: quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos".
Na Solenidade de Pentecostes, o Papa Francisco presidiu a Celebração Eucarística.
"O Pentecostes chegou, para os discípulos, depois de cinquenta dias incertos. Por um lado, Jesus ressuscitara: cheios de alegria, tinham-No visto, escutado e até comido com Ele. Por outro, ainda não superaram dúvidas e temores: estavam com as portas fechadas (cf. Jo 20, 19.26), com perspetivas reduzidas, incapazes de anunciar o Vivente. Depois, chega o Espírito Santo e as preocupações desaparecem: agora os Apóstolos não têm medo nem sequer à vista de quem os prende; antes, preocupados por salvar a sua vida, agora já não têm medo de morrer; antes, fechados no Cenáculo, agora levam o anúncio a todas as nações." (...)
"Nós tentámos dizer a nós próprios que progresso queria dizer crescimento e que crescimento significava bem-estar, mas o que a crise ambiental tem revelado é que o crescimento sem limites é a maior ameaça ao nosso bem- estar”.
(George Monbiot)
Plástico no Mar - julia.pt
Não por acaso o Papa Francisco escolheu o dia 1 de Maio (dia mundial do trabalhador) para lançar ao mundo um desafio profético: a concretização de um pacto mundial por uma economia que faz viver e não mata; uma economia diferente, que humaniza e que cuida da criação; uma economia que não exclui nem descarta pessoas e povos.
O apelo de Francisco convoca ao empenhamento de crentes e não crentes a “dar uma alma à economia”. Dirige-se, não especialmente a políticos, governantes ou a grandes instituições internacionais, mas, sobretudo, aos jovens que estudam economia e aos empreendedores dispostos a enveredar por uma nova economia (Pensei em convidar especificamente vocês, jovens, porque, com o vosso desejo de um futuro bom e feliz, vocês já são uma profecia de uma economia atenta à pessoa e ao meio ambiente).
Também não por acaso, o Papa Francisco escolhe Assis para lugar desta assembleia mundial, lugar símbolo de humanismo e fraternidade, que suscita e pressupõe uma radical conversão do olhar que inspira a cultura contemporânea e constitui o alicerce do actual paradigma da economia globalizada e financeirizada com o seu cortejo de disfuncionalidades que, presentemente, a caracterizam.
O Senhor começou uma história de amor com as pessoas e quer abraçar toda a criação nesta história. A maneira de lutar contra o mal, que nos ameaça e ameaça o mundo todo, só pode residir no nosso ingresso neste amor em última instância. Esta é a verdadeira força contra o mal, já que o poder do mal surge da nossa recusa em amar a Deus. (Bento XVI)
Em Fevereiro passado, o papa emérito Bento XVI publicou num jornal alemão um texto com o título “A Igreja e o escândalo do abuso sexual”, com o propósito de contribuir com a sua reflexão (achegas, como, humildemente lhe chamou!) para a reunião dos presidentes das conferências episcopais convocada pelo papa Francisco para discutir a crise da Fé e da Igreja, uma crise palpável em todo o mundo após as estarrecedoras revelações dos abusos perpetrado por clérigos contra menores.
A magnitude dos casos conhecidos e a sua proliferação entre clérigos e inclusive entre membros da hierarquia da Igreja católica tem levado ao abandono da Igreja por parte de muitos fiéis que se sentem traídos na sua fé e sem confiança nos seus pastores. A opinião pública, por sua vez, encontra nestas fragilidades razões para criticar as instituições eclesiásticas, o seu modo de agir e o poder que detêm na sociedade civil em alguns países e declaram guerra contra a Igreja e os seus fiéis.
Há que reconhecer e enfrentar a extensão e a profundidade da actual crise da Fé e da Igreja, visível em todo o mundo, ainda que com manifestações distintas consoante os contextos culturais e sociopolíticos em que ocorrem. Assim sendo, para Bento XVI, é necessário e urgente procurar um novo começo, afim-de tornar a Igreja verdadeiramente credível como uma luz entre os povos e como uma força activa contra os poderes da destruição.
O texto agora publicado tem esse propósito e está dividido em três partes: na primeira, discorre sobre o contexto societário mais amplo em que se situa esta problemática sem o qual não é possível entender as suas respectivas causas profundas; na segunda parte, analisa-se as implicações da cultura dominante na formação e na vida dos clérigos; na terceira parte, Bento XVI apresenta as suas perspectivas para a necessária e urgente renovação da Igreja.
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Poderá a Fundação Betânia, que nos seus fundamentos comunga destas preocupações, ser mais proactiva na construção destes espaços de fé como travessia e forma de vida, que nos faz felizes na nossa fé?