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22 novembro 2015

filosofar em tempos sombrios

 O jornal "Le Monde" online oferece um conjunto de propostas "(...) para tentar compreender os tempos sombrios em que estamos mergulhados. São reflexões para resistir ao terror e à estupefacção. Análises, por vezes contraditórias, destinadas a superar o pânico e a desmontar o pensamento-pronto-a-usar. A reacção da França aos ataques terroristas de 13 de Novembro foi sobretudo policial, judicial e militar, mas a resposta pode ser também moral e intelectual.

Face a este clima mortífero, precisamos de bússola e regeneração. A abordagem filosófica certamente não pode curar as feridas, mas pode trazer alguns elementos de compreensão . Não se trata de aceitar ou justificar o horror, trata-se de responder melhor a esta gigantesca explosão.

Trata-se de conduzir uma "guerra ideológica" contra o fanatismo islâmico, garante filósofo americano Michael Walzer. É tempo de combate ético contra a nossa tendência para ceder "à lógica do medo e do ódio", como afirma o filósofo francês Frédéric Gros."

Aqui ficam alguns convites para filosofar em tempos sombrios...

- Entrevista do filósofo alemão Jürgen Habermas

- Entrevista do historiador Marcel Gauchet
Para este historiador a  globalização provocou a ruptura com a organização religiosa do mundo. Esse fenómeno afectou sobretudo os muçulmanos, entre os quais uma facção resiste de maneira radical à  marcha da História. (da autoria de Nicolas Truong)

- «Il faudrait refonder le concept de guerre»
Entrevista de Frédéric Gros: «Trop de sécuritaire tue la sécurité»
Estamos mesmo em guerra, explica este filósofo e professor de pensamento político, mas a resistência ao clima de terror deve também ser de natureza ética para além de militar e política, (uma recolha de Nicolas Truong).


- Nous devons mener une guerre idéologique, por Michael Walzer filósofo americano.

- La fin des illusions d’une France sans frontières, por Mark Lilla (professor de Humanidades na Universidade de Columbia, EUA).

- Non, les valeurs de la démocratie ne sont pas vides! de Pascal Engel (director da EHESS) e Claudine Tiercelin (professora no Collège de France). 
Estes autores defendem que  a religião não é a única resposta, para o vazio de sentido que se difundiu nas nossas sociedades, há também os valores da República.

29 abril 2010

Grupo de Trabalho «Economia e Sociedade»
e o Plano de Estabilidade e Crescimento

Sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC)
Posição do Grupo de Trabalho «Economia e Sociedade»
da Comissão Nacional Justiça e Paz

" 1. Considerando a importância de que se reveste o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) recentemente apresentado pelo Governo à Comissão Europeia, o Grupo de trabalho «Economia e Sociedade» (GTES) da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) considera seu dever e responsabilidade manifestar a sua opinião sobre as orientações de política financeira, económica e social constantes desse documento, em virtude das implicações que as mesmas poderão ter na vida pessoal e colectiva dos portugueses, nos próximos anos. Movem-nos preocupações pela construção de uma sociedade mais justa, mais inclusiva, mais solidária e onde seja possível um verdadeiro desenvolvimento humano. " (...)

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