O jornal "
Le Monde"
online oferece um conjunto de propostas "(...) para tentar compreender os tempos sombrios em que estamos mergulhados. São reflexões para resistir ao terror e à estupefacção. Análises, por vezes contraditórias, destinadas a superar o pânico e a desmontar o
pensamento-pronto-a-usar. A reacção da França aos ataques terroristas de 13 de Novembro foi sobretudo policial, judicial e militar, mas a resposta pode ser também moral e intelectual.
Face a este clima mortífero, precisamos de bússola e regeneração. A abordagem filosófica certamente não pode curar as feridas, mas pode trazer alguns elementos de compreensão . Não se trata de aceitar ou justificar o horror, trata-se de responder melhor a esta gigantesca explosão.
Trata-se de conduzir uma "guerra ideológica" contra o fanatismo islâmico, garante filósofo americano Michael Walzer. É tempo de combate ético contra a nossa tendência para ceder "à lógica do medo e do ódio", como afirma o filósofo francês Frédéric Gros."
Aqui ficam alguns convites para filosofar em tempos sombrios...
- Entrevista do filósofo alemão Jürgen Habermas:
- Entrevista do historiador Marcel Gauchet:
Para este historiador a globalização provocou a ruptura com a organização religiosa do
mundo. Esse fenómeno afectou sobretudo os muçulmanos, entre os quais uma facção resiste de maneira radical à marcha da
História. (da autoria de Nicolas Truong)
- «Il faudrait refonder le concept de guerre».