24 fevereiro 2016

Por um mundo sem pena de morte

O mandamento ‘não matarás’ tem um valor absoluto e abrange tanto os inocentes como o culpado (Papa Francisco)

O sonho de chegar ao fim da pena de morte no mundo é realizável e torna-se cada vez mais concreto. É esta a convicção do Papa Francisco que, nos últimos dias, tem multiplicado os seus apelos em favor de um mundo sem pena de morte.

Correspondendo a este apelo, a Comunidade de Santo Egídio promoveu no passado dia 22 o IX Congresso Internacional que reuniu ministros da Justiça e representantes de 30 países, envolvendo, numa mesma reflexão, estados abolicionistas e estados que mantêm a pena capital. Move-os a convicção de que o caminho para defender a vida pode procurar-se e encontrar conjuntamente se houver abertura ao diálogo.

No domingo anterior, na habitual celebração do Angelus, o Papa Francisco enalteceu esta iniciativa e dirigiu-se aos governantes, aos católicos, em particular e à humanidade em geral, convidando todos a um empenhamento colectivo em favor da abolição da pena capital. É que, não obstante os caminhos andados e os resultados já alcançados, há que continuar na luta pela concretização da abolição da pena capital em todos os continentes.

Francisco recordou que as sociedades modernas têm a possibilidade de reprimir eficazmente o crime sem tirar definitivamente a quem o cometeu a possibilidade de se redimir.
E acrescentou: Lutar contra a pena de morte é também lutar por uma sociedade em que o nível de violência difusa seja o mais baixo possível. Um dos resultados da abolição da pena capital é, com efeito, o de dirigir a todos uma poderosa mensagem: acrescentar violência à violência – mesmo que institucionalizada – não só não resolve, mas sobretudo envenena o ambiente geral, gera sentimentos destruidores entre as pessoas, aprisiona numa forma de “retribuição” feroz. A campanha mundial faz dar um salto de qualidade na cultura geral do mundo: a vida é o mais importante.

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Maria do Céu