21 setembro 2011

Jacob serve por amor uns longos catorze anos
- Génesis 29,1-30


No site da Fundação Betânia foi publicado este estudo sobre o Génesis, no âmbito do Projecto Ler a Bíblia, coordenado por Nicoletta Crosti. Estes estudos podem ser comentados no Ouvido do Vento.
O autor do capítulo quer dar uma imagem positiva de Jacob que, apesar de possuir um temperamento rebelde e usurpador (Gn c.27), demonstra estar pronto a servir por amor e ter o temperamento de um líder.
O autor ensina, mais uma vez, que quem engana será enganado, pois Deus não preza os enganos, mesmo aqueles perpetrados pelos patriarcas. 
(...)

Com esta narrativa o autor reabilita Jacob; este obedece ao pai Isaac, é determinado mas sabe ter paciência, tem  temperamento de  líder que toma a iniciativa mas não desdenha servir por um longo período. 

Um patriarca, de facto, deve dar sempre o exemplo para as gerações futuras, mesmo se já não é apresentado como um herói, mas como um homem comum com as suas fragilidades.
- Nicoletta Crosti,
Jacob serve por amor uns longos catorze anos
- Génesis 29, 1-30

01 setembro 2011

Está na hora de inventar o futuro
- A bondade abre caminhos para ultrapassar a crise

Bienheureux les fêlés car ils laisseront passer la lumière.
(Michel Audiard, citado por Elena Lasida)
Uma visão sem acção é apenas um passatempo. Uma visão com acção pode transformar o mundo.
(Joel Barker)

(...)
A crise em que mergulhamos tem múltiplas causas - financeiras, económicas, ambientais, políticas, demográficas – mas, subjacentes a estas múltiplas vertentes da situação crítica em que nos encontramos, estão, por certo, razões de ordem ética, em especial o esquecimento e a subestima da bondade como a virtude do bom relacionamento com o outro, a par do respeito, da justiça e da confiança.

Sem estes princípios, convertidos em atitudes e comportamentos individuais e concretizados em instituições que os reflictam em espelho e activamente os promovam, tanto a economia como a organização das sociedades perdem os alicerces de um são e justo relacionamento entre as pessoas, as comunidades e os povos. (...)

Os recentes acontecimentos de extrema violência urbana, ocorridos num dos Países economicamente mais desenvolvidos do mundo, também caracterizado por uma longa tradição de civilidade democrática, vêm pôr a nu o défice de valores morais com que vem crescendo uma certa geração, que não encontra lugar nos respectivos territórios, nem conhece laços fortes de pertença à comunidade, jovens para quem a destruição dos bens alheios ou as ofensas corporais a terceiros são tidas como mera afirmação de opções e seus direitos individuais. (...)


Estes acontecimentos juntamente com outros sinais de crise e de implosão social a que assistimos vêm mostrar que está na hora de inventar o futuro. A bondade abre caminhos para ultrapassar a crise.
Imagem: London riots . 2011