28 julho 2010


Na grande escuta abre o mundo
o silêncio e abre um sítio
onde só reina o estudo
aberto ao reino do espírito.
E com Deus aberto ao fundo
de estarem ali ouvindo.
(F. Echevarria)

Nestes dias, que ou são ou se anunciam tempo de férias, não é de mais lembrar a escuta como postura de vida, com seus tempos fortes de aprendizagem, aprofundamento e exercício prático.
A escuta não é passividade: é atenção, vigilância, abertura, acolhimento, contemplação.
A escuta supõe o desejo de ir para além da poeira dos dias e do corre-corre do quotidiano em busca do sentido da existência.
A escuta prepara e antecipa uma relação harmoniosa, responsável e solidária, com os outros e com o mundo em que vivemos.
Com votos de bons tempos de férias.

19 julho 2010

ADONAI PEDE PARA SER AMADO SEMPRE
E EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS
-Génesis, capítulo 22, 1-19 [ Parte I ]

No site da Fundação Betânia foi publicado mais um estudo da série sobre o Génesis, no âmbito do Projecto Ler a Bíblia, coordenado por Nicoletta Crosti.

Estes estudos podem ser comentados aqui no Ouvido do Vento.

(...)

Toda a prova vivida na confiança em Deus produz uma profunda conversão do próprio íntimo.

v. 16-18 Por Mim te juro… porque tu não me recusaste o teu filho... serão abençoadas todas as nações da terra... porque escutaste a minha voz. Adonai faz promessa da sua bênção para todas as nações porque Abraão obedeceu (Gn 26,4-5). Está aqui assim declarado o estreito laço entre a obediência à Palavra e a promessa. A obediência de Abraão é o fundamento sobre o qual se baseia o futuro de Israel e de todos os povos.

O cumprimento da Palavra é a condição preliminar para a realização das promessas.

Por isso, o mundo da ressurreição, a promessa por excelência, só poderá integrar a História [(da salvação)] quando houver um homem, Jesus Cristo, capaz de viver de maneira perfeita a obediência e a confiança em Deus Pai.

- Nicoletta Crosti,
ADONAI PEDE PARA SER AMADO SEMPRE
E EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS
- Génesis, capítulo 22, 1-19 [ Parte I ]

[ Versão integral ]

01 julho 2010

Tempo para Viver

Conserto a palavra com todos os sentidos em silêncio
Restauro-a
Dou-lhe um som para que ela fale por dentro
ilumino-a
.
Daniel Faria

(...)

Chegadas as férias, pode porém suceder, e muitas vezes assim é, que levemos para esses dias a mesma agitação, as mesmas dependências das convenções sociais, que enchamos esses dias com o fazer das mil e uma pequenas coisas que fomos adiando. Em suma, pode acontecer que, afinal, por hábito ou automatismo, por dependência do olhar e juízo dos outros ou das modas, acabemos por não sermos capazes de ser donos e donas deste tempo de férias.

Se assim for, regressaremos ao trabalho presos com as mesmas correntes e dependentes das mesmas alienações e continuaremos a alimentar a engrenagem de um uso do tempo que não deixa viver e por isso é gerador de mal-estar individual e de múltiplas disfuncionalidades sociais. Talvez com o olhar posto na expectativa de novas férias…

(...)

[ Texto integral ]

Imagem: Dancing in the Air - Suzzanne Duncan. 2009