15 janeiro 2010

A História está nas Mãos de um Deus Omnipotente, Justo, Paciente
- Génesis, capítulo 18

No site da Fundação Betânia foi publicado mais um estudo da série sobre o Génesis, no âmbito do Projecto Ler a Bíblia, coordenado por Nicoletta Crosti.

Estes estudos podem ser comentados no Ouvido do Vento.

(...)

Em Deus existe a preponderância da vontade de salvar sobre a vontade de punir.

Um pequeno remanescente de justos, queridos por Deus, que leva avante a história da salvação, não obstante a maldade preponderante, é um tema recorrente em toda a Bíblia . Is 1,7-9 e 10, 20-23; Esd 9,6-9; Bar 2,29-35; Zc 8,10-12.

Abraão negociava com Deus, como costumavam fazer os Beduínos, tentará até dez justos. Está-se preparando assim a estrada que levará à convicção que um só justo poderá salvar a humanidade (Jr 5,1; Ez 22, 29-31). Isaías descrevê-lo-á (53,2-6) e Cristo será esse justo (Act 3,14; 22,14).

v. 27 Eu que sou pó e cinza... Abraão reconhece não ter nenhum direito de negociar com Deus.

A prece de Abraão distingue-se pela insistência, a humildade e a confiança.

Três características que o crente deve ter presentes em cada oração. Seis vezes intercede Abraão sem parar. Disto se recordará Jesus (Lc 11,5-8; 18,1-8).

Na tradição hebraica diz-se que a intercessão é como um tridente na mão do crente, que faz deslocar Deus do trono da justiça para se sentar no trono da misericórdia.

- Nicoletta Crosti,
A HISTÓRIA ESTÁ NAS MÃOS DE UM DEUS
OMNIPOTENTE, JUSTO, PACIENTE
- Génesis, capítulo 18

[ Versão integral ]

01 janeiro 2010

Erradicar a pobreza para todos vivermos melhor
- um projecto comunitário para 2010

(...) Nas últimas duas décadas, tem crescido, entre os europeus, a consciência de que a pobreza não desapareceu dos seus territórios – antes se generalizou – apesar do crescimento económico e da prosperidade material entretanto alcançada. (...)

Importa sublinhar que a situação de pobreza é, hoje, considerada uma violação de direitos humanos fundamentais e, por isso, os estados têm a missão de a prevenir e combater com medidas apropriadas, como já acontece no mundo civilizado em relação a outras violações de direitos humanos: a falta de liberdade ou a tortura, por exemplo.

Não obstante este progresso jurídico e sociopolítico, ainda prevalecem, em muitos cidadãos, múltiplos preconceitos que alimentam a convicção de que a pobreza é, tão só, uma fatalidade e fruto da má sorte ou até mera culpa dos próprios pobres. Este tipo de raciocínios preconceituosos emperra a concretização deste desígnio civilizacional de erradicar a pobreza.

Esperemos, pois, que o ano que agora começa nos leve a olhar para a pobreza, com outros olhos, numa perspectiva de verdade, lucidez, justiça e solidariedade de que resultem maior criatividade e empenhamento pessoal e colectivo dirigidos no sentido da sua erradicação. (...)

[ Texto integral ]

Imagem: Person Holding Wheat - Marie Bertrand, 2009