15 outubro 2008

Adonai diz a Moisés:

Quero visitar Israel, porque é o meu filho primogénito - Êxodo, capítulo 4

No site da Fundação Betânia foi publicado mais um estudo do Livro do Êxodo, no âmbito do Projecto Ler a Bíblia, coordenado por Nicoletta Crosti.

Estes estudos podem ser comentados no Ouvido do Vento.

(...)

Cada vocação é primeiro que tudo um consentimento à vontade de Deus, que o homem permanece livre de refutar.

Cada vocação é intrinsecamente ‘profética’, o chamado deve falar aos homens no lugar de Deus, e tornar-se mediador entre o céu e a terra.

Cada vocação é uma vivência de confiança em Deus e um risco, porque o eleito não conhece antecipadamente todo o percurso da sua missão.

- Nicoletta Crosti,
Adonai diz a Moisés:
Quero visitar Israel,
porque é o meu filho primogénito
- Êxodo, capítulo 4

[ Versão integral ]

//

09 outubro 2008

Votos em tempo de aniversário

O "ouvidovento" já fez um ano, em setembro, mas não houve velas nem balões a assinalar o aniversário. Não é justo pois, nestes doze meses, muitas ideias e emoções circularam por entre os mais de 5 mil vistantes. Há que celebrar! Vida que se construiu e cresceu silenciosamente!Criação acrescentada em solidariedade com outrem! Ventos que sopraram e ouvidos que escutaram ...
Pela minha parte, quero assinalar o facto e desafiar os visitantes a que se expressem e participem, com criatividade e ousadia próprias dos tempos novos em que vivemos.
Desejamos que este espaço seja aberto a mais vozes e a participação se alargue.
Estou certa que é este o presente de 1º aniversário que o "ouvidovento" mais apreciará.

01 outubro 2008

Felizes os mansos de coração
porque possuirão a terra!

Mt 5, 5

(...)
Há múltiplas razões objectivas para que as pessoas se sintam sob stress permanente e duradouro.

Destaco, em particular, a excessiva absorção de tempo e energia que o trabalho profissional vem impondo, inclusive com horários que não deixam tempo bastante para outras dimensões e responsabilidades do ser humano, obrigando-o a subestimá-las contra vontade e, muitas vezes, ao arrepio da própria consciência. É sabido que as relações humanas precisam de tempo para se manterem e aprofundarem. Ora, o ser humano não pode, sem se diminuir e atrofiar, prescindir desta sua dimensão relacional.

Há, porém, outro verme que vem corroendo a qualidade do humano. Refiro-me à ambição desmesurada que se vem inculcando na mente colectiva, em especial nas novas gerações. Desde os jogos electrónicos infantis, à pressão do sucesso escolar na mais tenra idade, aos prémios de produtividade e dos progressos nas carreiras profissionais, tudo converge no sentido de inscrever a pessoa numa lógica de funcionamento semelhante a um concurso permanente de corrida para superação de metas que outros fixaram, por nossa conta.

O mesmo se passa por efeito de um marketing cada vez mais subtil, mas não menos agressivo, em relação ao consumo de bens materiais, de lazer ou de cultura. Sempre mais! Sempre novo! Sempre mais eficiente!

Pergunto a mim própria: como romper este verdadeiro círculo de ferro destruidor das pessoas e gerador de tensões colectivas que, a seu tempo, não deixarão de explodir em manifestações de violência? (...)
[Texto integral]
Imagem: Little Girl Hugging Pet Rabbit - Larry Williams, 2007