27 maio 2008

O elogio da inutilidade

Foi tema da conferência de José Tolentino Mendonça nos Encontros do Lumiar do passado dia 10 e está agora publicada em Caderno editado pelas Monjas Dominicanas.
“Porque é o inútil tão importante? Porque o inútil é o subtrair-se à ditadura das finalidades que acabam por nos desviar de um viver autêntico. E a inutilidade é um viver perto do ser. Ela dá-nos acesso à polifonia da vida, na sua variedade, nos seus contrastes, na sua realidade densa. A polifonia da vida é a sua inteireza, a sua globalidade. A renúncia à exclusividade do útil para abraçar o inútil abre-nos a ela.”
Deliciei-me com o texto e deixei-me interpelar por ele.
Afinal onde colocar a fronteira entre o útil e o inútil? É que há utilidades que são realmente inúteis e são muitíssimo úteis algumas inutilidades.
Aqui fica o desafio para um exercício de discernimento pessoal e de confronto com a cultura utilitarista dominante.

18 maio 2008

À conversa sobre o Projecto Betânia

Para uma partilha mais alargada no espaço cibernauta e para memória futura, deixo aqui o eco de algumas reflexões feitas em torno do Projecto Betânia. Surgiram no encontro do passado sábado (17 de Maio) que se realizou no espaço físico da Fundação Betânia, em Azoia/Colares.
A propósito do que é e do que poderá ser Betânia, as ideias que mais se destacaram neste encontro foram as seguintes:
- Caminho de procura espiritual;
- Acolhimento e interacção com diferentes correntes de pensamento e espiritualidade;
- Espaço de reconhecimento de cada pessoa na sua singularidade e de confirmação do sentido da vida;
- Local de partilha afectiva onde cada pessoa pode dizer-se e aprender a escutar o outro;
- Comunidade de pessoas que desejam vivenciar a sua fé em Jesus Cristo, aprofundá-la, celebrá-la de modo simples e testemunhá-la com coerência em atitudes e comportamentos nos diversos espaços em que decorrem as suas vidas;
- Comunidade, real e virtual, que aproveita das potencialidades das novas tecnologias da comunicação para se esclarecer, aprofundar as suas raízes e interagir na sociedade e na cultura do seu tempo;
- Projecto de vivência da fé, atento aos desafios da mudança e capaz de discernir, nas várias crises, da sociedade e das igrejas, sinais portadores de esperança;
- Projecto que exprima beleza, contemplação, relação harmoniosa com a natureza, opção por uma vida simples e relações humanas fraternas, cuidado com os outros e com o Planeta, solidariedade e compromisso com o anúncio de novos tempos onde prevaleça a justiça;
- Projecto que traga a marca de uma vida justa, de um modo de ser alicerçado na generosidade, no cuidado e na esperança.

Agora que lhe demos conta desta nossa reflexão, ousamos contar com o seu olhar e a sua motivação, para dar corpo, ampliar e aprofundar o “Projecto Betânia”.
Até breve!

15 maio 2008

O Código da Aliança - Êxodo 20,18-26

No site da Fundação Betânia foi publicado mais um estudo do Livro do Êxodo, no âmbito do Projecto Ler a Bíblia, coordenado por Nicoletta Crosti.

Estes estudos podem ser comentados no Ouvido do Vento.

(...)

"Temer, amar e servir são três palavras que têm necessidade umas das outras porque são diferentes facetas da mesma atitude, que compromete em profundidade a pessoa toda."

(Dt 10, 12.20-21; Dt 6, 13-15)
- Nicoletta Crosti,
O Código da Aliança
- Êxodo 20, 18-26

[ Versão integral ]

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13 maio 2008

Festa do 5º aniversário

O Site da Fundação Betânia
celebra hoje o seu 5º aniversário!
Dedicamos a Festa
às Pessoas que nos visitam.
Use a caixa de comentários
para celebrar connosco.
;)
Obrigada!

11 maio 2008

Veni Sancte Spiritus



Hymne du veni Creator

et Séquence de la Pentecôte

"Veni Sancte Spiritus",

en gréogrien.

[bernardgui channel]

01 maio 2008

Integrar a própria sombra

Glass Squares - Barbara Chase
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Cada um de nós vê o mundo através do seu próprio vitral.
Robin Sharma
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Saber integrar a própria sombra é uma etapa fulcral no caminho de realização pessoal a que todo o ser humano é chamado.
Contudo, por desconhecimento, superficialidade, inércia ou medo, nem sempre damos a essa tarefa fundamental o justo relevo que ela deve ter no nosso projecto de vida.
A natureza, porém, encarrega-se de no-lo recordar, através de sinais físicos ou psíquicos, que nos obrigam, mais cedo ou mais tarde, a parar e a reflectir sobre a nossa existência e o sentido que lhe vamos dando, sem nos esquecermos do seu lado menos luminoso que é também parte integrante dela. Está ao alcance da nossa liberdade agarrar esse desafio ou passar-lhe ao lado. [Texto integral]