Aqui está uma pergunta interessante: "quem é o teu próximo?" |
| Aquele de quem me faço próximo/a. |
| Neste momento, os meus próximos estão do outro lado do mundo. |
| São estes! |
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| São estas... |
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| ...estes |
| E tu? Quem é o teu próximo/a? |
Post em actualização... Porque o planeta é uma aldeia onde o outro é o próximo.
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25 setembro 2007
Quem é o teu próximo?
24 setembro 2007
boas vindas
Boas vindas ao ouvidovento!
Que este espaço sirva para melhor conhecermos o mundo em que vivemos e, através desse conhecimento, procurar caminhos de bem viver.
Mas, o que é o "bem viver" neste começo do século XXI?
Será que a filosofia tem uma palavra a dizer?
E da ciência é esperável um contributo fecundo?
Que têm para oferecer os artistas nas suas diferentes expressões criativas?
Residirá nas religiões uma fonte segura de sabedoria?
Talvez que a mera reflexão séria sobre o nosso quotidiano aponte vias para novos estilos de vida mais humanos e sustentáveis?
Estas algumas interrogações para provocar uma participação criativa e responsável neste blogue.
Manuela Silva
Que este espaço sirva para melhor conhecermos o mundo em que vivemos e, através desse conhecimento, procurar caminhos de bem viver.
Mas, o que é o "bem viver" neste começo do século XXI?
Será que a filosofia tem uma palavra a dizer?
E da ciência é esperável um contributo fecundo?
Que têm para oferecer os artistas nas suas diferentes expressões criativas?
Residirá nas religiões uma fonte segura de sabedoria?
Talvez que a mera reflexão séria sobre o nosso quotidiano aponte vias para novos estilos de vida mais humanos e sustentáveis?
Estas algumas interrogações para provocar uma participação criativa e responsável neste blogue.
Manuela Silva
22 setembro 2007
O que é que nos faz correr?
Manuela Silva
Setembro - 2007
Assim, a fonte cria-se da sede
E do salto.
A fonte nasce continuamente do próprio pulso.
António Ramos Rosa, Um só entusiasmo, in Antologia poética, 2001
Para muitas pessoas, Setembro é, mais do que Janeiro, o começo de um novo ano. As férias interromperam (saudavelmente, espera-se!) as rotinas dos lugares e das actividades e até das relações interpessoais e deixaram que emergissem, no nosso interior, lugares de criatividade e beleza, paisagens e sorrisos, palavras e silêncios, desejos e sonhos. Conhecemos novos rostos, deparamo-nos com ideias e visões do mundo diversas, enriquecemo-nos com a vida que presenciamos à nossa volta e demos tempo a contemplá-la. Escutamos o sopro do Espírito atravessando a suave brisa da tarde e acolhemos a força dinâmica da Palavra.
Setembro - 2007
Assim, a fonte cria-se da sede
E do salto.
A fonte nasce continuamente do próprio pulso.
António Ramos Rosa, Um só entusiasmo, in Antologia poética, 2001
Para muitas pessoas, Setembro é, mais do que Janeiro, o começo de um novo ano. As férias interromperam (saudavelmente, espera-se!) as rotinas dos lugares e das actividades e até das relações interpessoais e deixaram que emergissem, no nosso interior, lugares de criatividade e beleza, paisagens e sorrisos, palavras e silêncios, desejos e sonhos. Conhecemos novos rostos, deparamo-nos com ideias e visões do mundo diversas, enriquecemo-nos com a vida que presenciamos à nossa volta e demos tempo a contemplá-la. Escutamos o sopro do Espírito atravessando a suave brisa da tarde e acolhemos a força dinâmica da Palavra.
Esperam-nos, agora, novos projectos ou desenvolvimentos futuros naqueles que deixamos incompletos ou apenas esboçados e merecem, de novo, a nossa atenção e engenho. Como compaginá-los com a fonte onde ousamos beber?
Re-encontraremos – bem o sabemos - os ritmos stressantes da cidade, o ruído de uma civilização trepidante que faz do lucro e da produtividade os seus ídolos e a eles sacrifica energia e tempo, secando fontes de interioridade e de realização e felicidade humana, anestesiando a sede de infinito que, incontornavelmente, nos habita. Porém, antes de nos deixarmos arrastar pela corrente de um quotidiano veloz, não deixemos passar o momento oportuno de fazermos a nós próprias/os as perguntas simples da existência. Por exemplo, esta: o que é que nos faz correr?
Em Agosto, em Betânia, partilhamos um tempo de reflexão e experiência de vida que quis ser “o ouvido do vento”, escuta do espírito que alimenta a nossa interioridade e molda a consciência que temos de nós e do mundo em que inscrevemos a nossa existência terrena e o nosso devir em construção. No decurso dos próximos meses, voltaremos nestes escritos às temáticas “ao gosto de Betânia” (vida simples, escuta e contemplação, o cuidado das relações com os outros, o lugar para a beleza; o compromisso responsável com a transformação do mundo), mas, neste limiar de um novo ano social, deixo um único convite, que é também um desafio: encontremos, ainda, um momento de pausa para tomarmos consciência dos objectivos essenciais e das razões que motivam as nossas opções de vida e de trabalho e tenhamos a coragem de harmonizar a nossa voz interior com aquilo que fazemos e o uso que damos aos nossos talentos e competências. Afinal, o que é que nos faz correr?
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